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Monumentos
Lápide Rainha D. Teresa
Lápide do século XVII em calcário originalmente existente na fachada do Real Hospital de Albergaria. Com a demolição deste edifício, para aí ser construído o Palacete da Boa Vista, foi guardada para servir de primeira peça de um futuro museu. Desde meados do século XX encontra-se exposta ao cimo da escadaria dos Paços do Concelho.
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Edifícios Históricos
Chalet Família Vidal
O Chalet da Família Vidal situa-se na Praça Ferreira Tavares, no centro da cidade.A obra de arquitetura é simples no traçado mas cativante, avultando no corpo avançado um elegante desenvolvimento de linhas, em que se destaca um conjunto de três janelas emolduradas em recorte de granito. Este Chalet terá sido da autoria de Viriato Vidal.As pinturas, que se observam na fachada do corpo recuado, eram originalmente pintadas com temática de flores e nenúfares em que se movimentam gansos brancos; no entanto, foi repintada em 1991, sem a força original.
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Bairros Históricos e Áreas Culturais
Paços do Concelho
Iniciada a sua construção no início da década de 70 do século XIX, mediante projeto do Eng.º Jacinto Inácio de Brito Rebelo datado de 1869, veio a ser reformulado no final de 1890, pelo Prof. João da Maia Romão, sendo inaugurado a 25 de Outubro de 1897. Acolheu, até meados do século XX, diversas repartições públicas para além de Paços do Concelho: Cartório Notarial, Conservatória do Registo Civil e Predial, Fazenda Pública (Finanças) e Tribunal Judicial.Sofreu profundas obras de requalificação entre 1986 e 1993, sob um projeto da autoria do Arqt.º Eduardo Costa Ferreira.Ostenta na sua fachada uma pedra de armas, datada de 1897, com as Armas Reais de Portugal do reinado de D. Carlos (1889-1908).
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Teatros e Casas de Ópera
Cineteatro Alba
Projetado em Maio de 1945 pelo Arqt.º Júlio José de Brito para no mesmo local substituir o velho Teatro Albergariense, por vontade do Comendador Augusto Martins Pereira e seus filhos Américo e Albérico, este equipamento cultural foi inaugurado a 11 de Fevereiro de 1950, sendo à época considerado uma das melhores, mais modernas e mais luxuosas casas de espetáculos de todo o país.Adquirido pela autarquia à família Martins Pereira em 1995, foi posteriormente alvo de profundas obras de requalificação sob projeto do Arqt.º Rui Rosmaninho, sendo reinaugurado a 27 de Abril de 2012.Por aqui passaram quase todos os nomes maiores da música, teatro e dança do país, bem como os principais filmes, ao longo de mais de meio século.
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Mercados e Espaços Comerciais
Mercado Municipal
O Mercado Municipal foi projetado, em 1958, pelo Arquiteto Jorge Gigante tendo entrado em funcionamento apenas na década de 70.Face à sua degradação tornou-se imperativo proceder à sua requalificação por forma a conceder-lhe novas funcionalidades.O projeto de requalificação, do Arquiteto Luís Tavares Pereira do Gabinete Ainda Arquitectura, culminou com a inauguração em 2018. Visou a valorização do edifício original do mercado e a qualificação do espaço envolvente, reinterpretando a tipologia de mercado e criando um grande centro criativo de mostra e divulgação de produtos, atividades e ideias.
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Praças e Áreas Públicas
Palacete e Castelo da Boa Vista - Biblioteca Municipal
Edifício mandado construir no final do século XIX por João Patrício Álvares Ferreira, para sua residência de férias, foi inaugurada em 1900 e é uma obra do arquiteto Joaquim António Vieira. Foi requalificada em 2013 sendo então demolido todo o seu interior, para aí ser construída a Biblioteca Municipal, reconstruindo a sala das 4 estações onde podem ser vistas pinturas de Domingos Costa datadas de 1910 e dois tetos originais em estuque.
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Edifícios Históricos
Quinta das Relvas
Situado perto da Igreja Matriz de S. Vicente, este conjunto, casa e quinta, são do século XVIII e a sua história está intrinsecamente ligada à história da Freguesia da Branca. Aqui, realçamos a frontaria granítica, a casa de habitação e o fontanário situado nas traseiras da casa é o elemento mais importante do conjunto.
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Edifícios Históricos
Casa do Mouro
Situa-se na esquina da Rua Dr. Alexandre Albuquerque com a Rua Dr. José Henriques Ferreira. A "Casa do Mouro" foi mandada edificar na década de 60 do século XVIII, pelos irmãos Francisco e José Dias de Oliveira. O nome da casa advém de um mouro que naquele local vivera em época mais remota, com fama de Santo e milagroso. Relativamente à descrição da casa, segundo A. Nogueira Gonçalves, "são quatro os vãos da fachada principal, aos quais se segue o grande portão de entrada; mas na outra só três. Nem todas as aberturas conservam o antigo caráter. As vergas são curvas tanto num como noutro piso; os aventais das janelas, pouco desenvolvidos, recortam-se a simular duas singelas aletas opostas; a bacia das sacadas é feita de simples molduras que se ligam às padeiras das aberturas baixas."A sua utilização atual é residencial.
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Edifícios Históricos
Casa de Hóspedes
Situada na Quinta do Caima, na freguesia de Branca, em Albergaria-a-Velha, a Casa de Hóspedes foi construída entre os finais do século XIX e inícios do século XX nas imediações da Fábrica do Caima, que procedia ao fabrico de pasta de papel. A moradia servia para albergar os técnicos especializados estrangeiros, que visitavam temporariamente as instalações da fábrica, bem como os membros diretivos da firma proprietária que habitava, fora da região circundante.O edifício integra-se no espaço da quinta, onde foram edificadas outras treze habitações, destinadas a vários colaboradores da fábrica formando um complexo habitacional, rodeado por uma área de bosque murada. Categoria de Proteção - Classificado como MIM - Monumento de Interesse MunicipalEdital n.º 846/2016, DR, 2.ª série, n.º 175, de 12-09-2016
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Edifícios Históricos
Casa Velha
Edificada no interior da Quinta do Caima, na freguesia de Branca, em Albergaria-a-Velha, nos finais do século XIX, estando integrada no antigo complexo industrial da Fábrica do Caima, que procedia ao fabrico de pasta de papel.O edifício integra-se no espaço da quinta, onde foram edificadas outras treze habitações, destinadas a vários colaboradores da fábrica. Categoria de Proteção - Classificado como MIM - Monumento de Interesse MunicipalEdital n.º 845/2016, DR, 2.ª série, n.º 175, de 12-09-2016
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Edifícios Históricos
Casa da Quinta das Vinhas
Localiza-se na rua Comendador Augusto Martins Pereira no centro da Vila de Frossos.Esta casa de 1922 é da autoria do projetista Jaime Inácio dos Santos.
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Edifícios Históricos
Casa Vila Maria
Localiza-se na rua Comendador Augusto Martins Pereira no centro da Vila de Frossos.A Casa "Vila Maria" data do século XX.Este edifício possui um Brasão de Armas do Cap. José Soares Aranha Brandão. Séc. XVIII, que pertenceu a uma casa que existiu no mesmo local.
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Áreas Naturais e Reservas
Paisagem de Bocage
Junto à zona da Pateira de Frossos, desenha-se uma extensa zona da chamada paisagem de “Bocage” que é limitada pelo concelho da Murtosa a Noroeste. Esta paisagem é caracterizada pela divisão do espaço rural em pequenos “talhões” agrícolas delimitados por sebes de várias espécies arbóreas como os Salgueiros (Salix sp.), Amieiros (Alnus glutinosa) e Carvalhos (Quercus robur) e arbustivas, como os Sabugueiros (Sambucus nigra), e ainda por valas que podem ou não conduzir água. O que torna o Bocage tão especial em termos ecológicos é a sua multiplicidade de habitats: o facto de existirem, no mesmo local, espaços agrícolas, florestais e aquáticos, proporciona aos seres vivos uma variedade de condições ambientais, como de alimentação e refúgio, que por sua vez atrai um conjunto maior e mais diverso de espécies de quase todos os grupos. Para aqueles que se aventurarem a explorar o Bocage, esta é uma paisagem de beleza singular, que proporciona passeios em ambiente rural com um inconfundível cheiro a maresia devido à proximidade da Ria de Aveiro e das praias, e que é prova do impacto positivo que os espaços rurais tradicionais podem ter sobre a biodiversidade.
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Áreas Naturais e Reservas
Pateira de Frossos
Localizada em pleno Baixo Vouga Lagunar, a Pateira de Frossos apresenta uma biodiversidade típica do sistema lagunar da Ria de Aveiro, que se sustenta na complexidade geográfica e hidrográfica da sua rede intrincada de canais. Com uma paisagem singular de elevada importância para as aves migratórias, a Pateira de Frossos destaca-se pela sua grande diversidade e valor ecológico, que é imperativo conhecer, proteger, divulgar e preservar. Os terrenos agrícolas que a compõem formam um complexo mosaico agrícola que abriga um vasto património natural de beleza singular. Neste ecossistema de água doce, rico em avifauna, podemos encontrar uma variedade impressionante de espécies, tais como a garça-branca-pequena (Egretta garzetta), a garça-vermelha (Ardea purpurea), a garça-real (Ardea cinerea), o tartaranhão-ruivo-dos-pauis, também conhecido como águia-sapeira (Circus aeruginosus), a águia-pesqueira (Pandion haliaetus), o tartaranhão-azulado (Circus cyaneus), o pica-pau-malhado (Dendrocopos major), a galinha-d’água (Gallinula chloropus), o colhereiro (Platalea leucorodia), a felosa-unicolor (Locustella luscinioides), e o guarda-rios (Alcedo atthis). Destacam-se ainda outras espécies, tais como o morcego-hortelão (Eptesicus serotinus), a lampreia (Petromyzon marinus), a enguia (Anguilla anguilla), a rã-focinho-ponteagudo (Discoglossus galganoi), o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), a lontra (Lutra lutra), o texugo (Meles meles), o raposo (Vulpes vulpes), o salgueiro (Salix alba), o amieiro (Alnus glutinosa), entre outras.
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Bairros Históricos e Áreas Culturais
Vilarinho de S. Roque - Aldeia de Portugal
A água do rio Fílveda, a encosta e a densa vegetação são marcas de Vilarinho de S. Roque, classificada como Aldeia de Portugal. A beleza contagiante do local advém em boa parte do enquadramento natural, mas há também muito património para descobrir, entre a antiga Escola Primária, a Capela de S. Roque, os moinhos e o açude do rio Fílveda, as casa rurais, os canastros, o lavadouro e as alminhas erigidas junto dos caminhos. Com uma paisagem marcada pela localização, entre a serra do Arestal, o rio Fílveda, do qual possui uma cascata, e o vale encaixado, são também marcas de Vilarinho de São Roque a agricultura em socalcos, e uma mancha florestal pontuada por eucaliptos e pinheiros. Aliás, toda a história do local, cuja primeira referencia data do século XVI, está ligada ao rio, aos moinhos de água para moer o milho e às florestas verdejantes. Todas as tradições da aldeia passam pela ruralidade e cultura popular, aqui bem preservadas.